Um relato gravado durante a passagem de um cruzeiro por Salvador reacendeu o debate sobre a experiência de turistas no Pelourinho, um dos cartões-postais mais famosos do Brasil. Logo ao desembarcar e seguir rumo ao Centro Histórico, o visitante descreve sucessivas tentativas de abordagem por vendedores ambulantes, artistas de rua e pessoas oferecendo pulseiras, pinturas corporais e “presentes”.
Segundo o relato, muitas dessas abordagens se apresentam como gratuitas, mas evoluem rapidamente para pedidos de “doação”, criando um clima de pressão e constrangimento, especialmente para quem não conhece a dinâmica local.
“Não é presente”: insistência e constrangimento
Durante o percurso, o turista relata ter recusado diversas vezes as ofertas, mas ainda assim teve o braço segurado e objetos colocados à força em suas mãos. Em alguns momentos, as pessoas afirmavam ser “da prefeitura” ou diziam que não estavam vendendo nada, apenas “divulgando o trabalho”.
“Você se sente pressionado o tempo todo. Se der o braço, eles colocam a pulseira e depois cobram valores altos”, relata no vídeo.
O episódio chama atenção principalmente pela naturalidade com que as abordagens acontecem, mesmo com câmeras ligadas e outros turistas ao redor.
Pontos turísticos seguem encantando, apesar dos problemas
Apesar das críticas, o visitante também destaca a beleza histórica e cultural da região. A passagem pelo Elevador Lacerda, com vista privilegiada da Baía de Todos-os-Santos, e o clima cultural do Pelourinho continuam sendo atrativos fortes para quem visita a cidade.
O turista também cita a região onde costumam ocorrer apresentações do Olodum e menciona a importância histórica do local, cenário de produções internacionais, como gravações de artistas famosos.
Entre cultura, alerta e orientação
O relato reforça um ponto sensível: a diferença entre ajudar o comércio local e ser induzido a uma situação desconfortável. Para o visitante, contribuir de forma consciente é válido, mas aceitar algo apresentado como gratuito pode gerar cobranças inesperadas.
Principais alertas citados no vídeo
Não aceitar pulseiras, pinturas ou objetos “de graça”;
Evitar dar o braço ou permitir contato físico;
Desconfiar de quem se apresenta como autoridade sem identificação;
Definir previamente se deseja comprar ou doar algo.
Experiência no Mercado Modelo e gastronomia
Após circular pelo Centro Histórico, o grupo segue para o Mercado Modelo, onde encontra uma experiência mais tranquila. O destaque fica para o tradicional acarajé, considerado um dos pontos altos da visita, além da vista privilegiada da região portuária.
Turismo em Salvador: beleza que exige atenção
O caso não é isolado e levanta um debate recorrente sobre o impacto dessas práticas na imagem turística da cidade. Salvador segue como um dos destinos mais procurados do país, mas relatos como esse mostram que informação e orientação são fundamentais para garantir uma experiência positiva.
“É um lugar lindo, histórico e cultural. Só precisa vir atento”, resume o turista.
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