Tragédia em Salvador: funcionário terceirizado da Embasa é morto a tiros

Incidente em Castelo Branco leva a morte de funcionário da Embasa; Polícia Militar e família dividem versões

Um incidente trágico ocorreu no bairro de Castelo Branco, em Salvador, onde Welson Figueiredo Macedo, funcionário terceirizado da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A (Embasa), foi morto a tiros na tarde de terça-feira. O caso gerou comoção e controvérsia, com a família acusando a Polícia Militar (PM) de ter atirado em Welson enquanto este voltava do trabalho.

Welson, de 28 anos, estava de moto, retornando do trabalho e tinha acabado de deixar um amigo em Castelo Branco. Segundo a família, ele se dirigia para sua casa no bairro de Fazenda Grande 2, onde vivia com sua esposa e filho, quando foi baleado nas costas por policiais. A família insiste que ele foi confundido com um suspeito em uma operação policial que ocorria no local.

terceirizado da Embasa é morto a tiros

Por outro lado, a PM afirma que, durante uma ronda na região, avistaram três indivíduos em motos assaltando um casal. Ao se aproximarem, foram recebidos a tiros pelo grupo, que então fugiu. Após receberem denúncias de onde os suspeitos poderiam estar, uma nova troca de tiros ocorreu, resultando em Welson ferido.

O pai de Welson, Elienson Macedo, contesta a versão policial. Em uma entrevista emocionada à TV Bahia, ele afirmou que seu filho nunca esteve envolvido com atividades criminosas e era conhecido por sua rotina simples e dedicada à família. “Ele nunca se envolveu com nada, ele nunca teve nem canivete,” disse Elienson.

Welson foi levado ao Hospital Eládio Lasserre, onde faleceu durante uma cirurgia. Segundo relatos, ele estava consciente ao chegar no hospital e chegou a pedir ao médico que não o deixasse morrer.

Na tarde desta quarta-feira, cerca de 160 trabalhadores da Embasa se reuniram em frente ao Consórcio Bel Cabula, onde Welson trabalhava, para protestar contra sua morte e exigir justiça. Diretores do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia (SINTRACOM-BA) também participaram do ato.

A Polícia Civil iniciou uma investigação sobre o incidente, enquanto a arma supostamente encontrada com a vítima é examinada. O caso continua a gerar ampla discussão na comunidade e nas redes sociais, com muitos questionando as circunstâncias em que a vida de um trabalhador foi abruptamente encerrada.

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